ABSURDO: Preço da Uber e da 99 triplica em SP e revolta usuários

Tempo de leitura: 3 min

Escrito por ROMAURO DE JESUS
em dezembro 13, 2025

imagem mostra uma mulher revoltada com preço absurdo do uber
Alta repentina nas tarifas dos aplicativos em São Paulo provoca revolta, leva Procon a agir e reacende debate sobre direitos do consumidor

Aumento repentino nas tarifas da Uber e da 99 em São Paulo leva corridas a R$ 80, aciona o Procon e levanta debate sobre direitos do consumidor

Quem tentou usar aplicativos de transporte em São Paulo nos últimos dias teve uma surpresa nada agradável. Corridas que normalmente custariam pouco mais de R$ 25 passaram a ser oferecidas por R$ 70 ou até R$ 80, mesmo em trajetos curtos. O motivo, segundo relatos de usuários, foi um aumento repentino no preço da Uber e da 99 em SP, que chegou a triplicar em determinados horários.

A situação ganhou grande repercussão nas redes sociais, onde passageiros passaram a compartilhar prints dos valores cobrados e a questionar se o reajuste seria justo ou abusivo. A pressão foi tanta que o Procon-SP decidiu intervir e anunciou a abertura de um procedimento para apurar o caso.

Aumento inesperado e sensação de abuso

De acordo com os aplicativos, os valores elevados são resultado da chamada tarifa dinâmica, mecanismo que ajusta os preços conforme a oferta de motoristas e a demanda por corridas. Em momentos de chuva, trânsito intenso ou redução no transporte público, a tendência é que as tarifas subam.

O problema, segundo os consumidores, foi a falta de previsibilidade e o impacto direto no bolso. Em poucos minutos, o valor da corrida mudava drasticamente, sem que o usuário tivesse uma explicação clara sobre o que estava acontecendo. Para muitos, a sensação foi de que não havia alternativa viável além de aceitar o preço ou ficar sem transporte.

Impacto direto na rotina dos paulistanos

Quando uma corrida passa a custar R$ 80, o problema vai muito além do incômodo. Para trabalhadores que dependem dos aplicativos diariamente, o aumento compromete o orçamento mensal e força escolhas difíceis. Há quem cancele a viagem, quem espere longos períodos por uma queda no preço e quem opte por caminhar grandes distâncias, inclusive durante a noite.

Em uma cidade do tamanho de São Paulo, onde nem todas as regiões são bem atendidas pelo transporte público, os aplicativos se tornaram parte essencial da mobilidade urbana. Por isso, o aumento no preço da Uber e da 99 em São Paulo gerou uma reação imediata e intensa da população.

Procon entra em cena e cobra explicações

Diante da repercussão, o Procon-SP informou que vai analisar se houve aumento abusivo de preços, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor. O órgão pode exigir que as empresas apresentem informações detalhadas sobre o funcionamento de seus algoritmos e os critérios usados para definir os valores das corridas.

Caso sejam identificadas irregularidades, as plataformas podem ser multadas e obrigadas a adotar medidas que garantam mais transparência ao consumidor, como avisos mais claros sobre reajustes e limites para aumentos em situações excepcionais.

Tarifa dinâmica: quando deixa de ser aceitável?

Especialistas explicam que a tarifa dinâmica, por si só, não é ilegal. Ela é baseada na lógica de mercado e existe justamente para equilibrar oferta e demanda. No entanto, o mecanismo passa a ser questionável quando o reajuste é excessivo, ocorre sem aviso adequado ou é aplicado em momentos críticos, como crises climáticas ou falhas no transporte coletivo.

Nessas situações, o entendimento de órgãos de defesa do consumidor é que o usuário pode estar diante de uma prática abusiva, especialmente se não houver transparência suficiente sobre o valor cobrado.

O que o consumidor pode fazer

Quem se sentiu prejudicado deve reunir provas do valor pago, como prints da tela e comprovantes da corrida, e registrar reclamação diretamente no aplicativo. Também é possível procurar o Procon-SP, que centraliza denúncias e pode usar os relatos para fortalecer a investigação.

A mobilização dos usuários é considerada fundamental para pressionar as empresas e evitar que aumentos semelhantes se repitam no futuro.

Debate que deve continuar

O episódio reacende uma discussão mais ampla sobre o papel dos aplicativos em serviços considerados essenciais. À medida que essas plataformas se tornam indispensáveis para milhões de pessoas, cresce a cobrança por regras mais claras e maior proteção ao consumidor.

Mesmo após a normalização dos preços, o tema deve continuar em evidência, especialmente em períodos de alta demanda, quando situações semelhantes tendem a se repetir.

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